13 de jul. de 2013

sala da poetisa

Submundo
(Adryelle Tarachucky)

Deslumbrante ela desce a rua escura...
Desce ao submundo, sem medo, sem receio,
ela se despede da sanidade...

Lá em baixo onde a cidade não vê, a sociedade não julga,
Lá onde as verdades estão desnudas, é lá que ela se completa.

Lá ela ri e brinca, festeja e brinda, 
Lá se diverte, se liberta...

Onde a cidade não pode ver é onde a vida a acontece
Onde  julgamentos não ocorrem, onde aparência
É supérflua e a vida é brindada...

Cambaleante ela sobe a rua, ela vem a tona...
o dia recomeça... 



24 de fev. de 2013

Sala da poestisa


Ahhhh o Amor
(Adryelle Tarachucky)


Não sei viver sem amar, e amo essa condição em que vivo...
o amor faz parte do meu ser, do meu existir, é como uma força vital que
me impulsiona ao além.
Amo cada segundo da vida, cada batida do meu coração ávido por novos amores...
Amo as pessoas que conheço e as que ainda vou conhecer, até amo as que não gosto ou não gostam de mim, pois amor é incentivo, e energia.
Amar é uma condição delicada e concisa, pode doer, pode machucar, pode fazer rir e dar vontade de mais amar...
Amor não uma palavra fria em folhas de papel, é um sentimento de querer viver ao extremo, de se doar, de viver um pouco mais em cada pessoa, planta ou animal...
Amar e dar o melhor de si, sem esperar em receber o melhor do próximo, sem esperar gratidão, é espalhar boa vontade e afeto aonde quer que vá.
Amar é explodir de raiva, e no segundo seguinte esmorecer de saudade, de vontade de estar perto, é sentir vontade de brigar e mesmo assim relevar, atenuar os conflitos e dissipar a discórdia, mesmo sabendo que há razão, calar... esse é o propósito de amar
Amor é delicado e ardente, é rígido e condescendente....
É explicado nas sábias palavras de um poeta...
Amar é ser flexível e fiel, ser leal e saber ouvir, ser sincero e saber omitir...
Amar é a arte de ficar, mesmo tendo que partir, é o sabor de vida...
Amar não se aprende em livros, e nem há como ensinar, a única de forma de aprender a amar e querendo amar toda forma de amor de que há.
Amor é viver cada segundo sem pensar no que passou ou no que virá, é estar presente mesmo não podendo estar, é fazer o pensamento viajar, chegando onde precisa chegar.
Amor é sábio, paciente e benevolente, é reciproco (ou não), é ser você, mesmo querendo ser diferente.

(inspirado pelas palavras de Rosimeri Riegel Blaesing)

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A Carta de Alyssa 

(Adryelle Tarachucky)

O rosto sem cor e sem voz de Alyssa revelaram as lágrimas sulfúricas à quem a ama.

Pela janela, a pálida menina, tão frágil quanto a seda

via a neve cobrir as tulipas.

O inverno é intenso, Alyssa sabia que era sua hora, 

O fim de toda a angustia.

-Meu corpo já não tem mais forças, 

meus olhos, já não tem brilho e me esforço pra viver...

não aguento mais, minhas forças se esvaem a cada dia,

eu já vejo a face da morte, o cortejo de anjos fúnebres e rubras tulipas. 

Mamãe, por favor não chore, não chore... diga a papai que o amo,

eu vou cuidar de vocês. 

No meu refúgio de paz mamãe, olharei sempre por vocês,

e tenha certeza, estarei bem.

por favor não chorem, é só meu corpo que se vai, minha alma estará 

com vocês... 

Mamãe, Papai, eu os amo, por toda a eternidade.

E Alyssa fechou os olhos, ainda com um esboço de sorriso no rosto...

Disse Adeus. 



5 de fev. de 2013

Sala da Poetisa

Hoje não...
(Adryelle Tarachucky)

Hoje não quis saber de mim, 
se estava bem ou não.
Só olhei o tempo passar, o cabelo desarrumado,
o pijama amarrotado, e nada de me importar...
Sem estresse, sem pressa, sem combranças, sem hora para nada.

Só o dia ali, fazendo sala ao meu desapego,
Desapeguei de tudo naquele dia...
Acho que até minha vagou por ai, sem rumo e voltou.

Quando vi o dia partir, me desapeguei de ficar ali...
Fui para meu recanto e dormi...

O dia da preguiça se foi, a noite também,
Esse dia, manhã será de alguem, e que fique
contente com eu fiquei, pois nesse dia eu sosseguei.


9 de jan. de 2013

Sala da Poetisa

Natura Alma
(Adryelle Tarachucly)

Acarinha mãe essa filha que te adora
Com tua chuva, teu aroma de terra molhada...
Com tuas plantas e tuas flores, cores e sabores

Vem Gaia de mansinho, me ensina a viver
Com os pés descalços no teu manto mãe terra
Transmite tua sabedoria, transmite o conhecimento de como
em paz contigo viver...

Meus irmãs insanos não te acarihão mais mãe Terra, 
Chora e toma teu espaço, chora e rega tuas sementes de paz

Vem agora com teu manto negro-azualdo, cobre minha alma
meu corpo adormece contigo, meu descanço bem vindo.

Pai de todo o universo, rompe esse manto negro que me adormece 
Desperta-me com teus raios valentes
Ilumina essa jornada, que é um caminho de saber,
Aprendo contigo, que só posso seguir em frente...



24 de dez. de 2012

~.~.~.~.~ Sala da Poeisa ~.~.~.~.~

Além da vida
(Adryelle Tarachucky)

Quanto mais as horas passavam, mais ele agonizava...
A partida repentina de sua amada o deixara desnorteado,
A dor era inebrieante, delírios o atormentavam, a falta dela o torturava durante o dia.

Fácil era o riso em seus lábios quando ela estava a seu lado,
Agora apenas lágrimas percorrem sua face, abatido, abalado, exausto...
Cansou-se de sofrer, encerrou-se em fim...
Encontrou-a novamente, linda e sútil como sempre forá.
Amor! jamias a deixarei novamente, jamais....

Nossos corpos para sempre juntos, e nossas almas na eternidade também,
Teu rosto iluminando o meu, ah amor, hoje e sempre, juro-te sem nem pensar
Meu coração eternamente será seu...




8 de dez. de 2012

Sala da Poetisa ( 3 em 1)

Medo
 (Adryelle Tarachucky)

Estou com medo de mim
Medo da vida
Medo do mundo ao meu redor
Medo de não consegui me levantar.
As quedas são freqüentes e
A cada passo sinto menos
Minhas pernas, a cada dia
Sinto mais o frio do medo
Frio sem cor, sem vento, congelante, cortante...

Espero que o Sol venha me aquecer,
Quando não mais medo de ter medo eu tiver...
Um dia tudo vai passar é questão de tempo,
De aprender a esperar
E isso tudo vai passar.

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Soturna...

(Adryelle Tarachucky)

Vem e me cobre com teu manto soturno
Revela as trevas de meu coração,
Revela as dores de minha alma
Me arranca a luz dos olhos e o sorriso dos lábios
Revele-me o destino sórdido

O tempo das trevas retorna...


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Era sombria
(Adryelle Tarachucky)

Nesse vasto mundo, caminhando por entre as rosas te procuro...
São elas a única cor nas trevas eternas. 
As rosas me guiam aos teus braços, onde padeço de 
Insano amor, e desperto em prantos,
Odiando a luz do dia por me fazer ver 
Que tudo era apenas sonho...
Os dias são martírios, as noites, frias e solitárias e estou a tua espera, estou na luta ao teu encontro
Me perco entre suspiros e promessas,
Me perco no tempo, por eras sombrias, no vasto espaço de tempo em que me encontro só, 
Um desejo me domina, a morte de quem me condena a vida solitária e vazia.

 

 

20 de nov. de 2012

Sala da Poetisa...

Opostos
(Adryelle Tarachucky)

Não há nada de mais, só um olhar para lados opostos,
Quando na verdade, deveria ser um olhar para o mesmo lado...
O estranho não é sentir que estamos longe, é saber que estamos perto
No entanto... nada é igual a isso, nada, simples.
Você com seu eu, e sem mim... e não é vice-versa nessa conversa, é oposto...
Você olhando sempre o oposto dos meus olhos, falando o oposto do meu sentimento...
Escrevendo sua história, o oposto do que eu faço....
Escrevo nossa história, e me esquece que no oposto de sua vida
Tem a minha...
Saudade de quando o mundo era oposto a nós, e não você a mim.









"...Quando olhávamos juntos, na mesma direção, aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim..."
(Renato Russo)

11 de nov. de 2012

Sala da poetisa...





Sentimento meu

(Adryelle Taracucky)


É como se amarras me segurassem



E mordaças me calassem.



E de tanto sentir dor meu corpo parecia não existir,



Meus olhos já possuíam um tom avermelhado...



E pessoas riam enquanto eu chorava,



Eu um choro que ninguém percebia
(pois não viam minha alma)




Eu derramava naquele momento as mais dolorosas e verdadeiras lágrimas,



As que escorrem da alma, e como a ação de um ácido letal corroem o coração.



Coração que bate descompassado
(e somente por bater)




Pois a alma que o envolve já não mais existe,



E sim vegeta em meio a dor,



E faz que ri frente ao sofrimento.



Essa alma parece alegre,



Todos a vêem assim...



E somente o corpo que a prende sente sua infelicidade.



E ao final já não se sabe,



Se é desespero, ilusão ou necessidade,



Mas ela acredita que as amarras e mordaças,



São flores que a decoram
(aos olhos dos outros)




E ao seu ver,



Tudo é escuro e petrificado pelo sofrimento.



Assim implora para logo ser coberta pelo manto negro da morte,



Pois julga que esse é o fim do sofrimento e da dor


E o inicio da Paz...




Gélidos Beijos Mortais

5 de nov. de 2012

Homenagem...

Versos Íntimos (Augusto dos Anjos)

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!