24 de dez. de 2012

~.~.~.~.~ Sala da Poeisa ~.~.~.~.~

Além da vida
(Adryelle Tarachucky)

Quanto mais as horas passavam, mais ele agonizava...
A partida repentina de sua amada o deixara desnorteado,
A dor era inebrieante, delírios o atormentavam, a falta dela o torturava durante o dia.

Fácil era o riso em seus lábios quando ela estava a seu lado,
Agora apenas lágrimas percorrem sua face, abatido, abalado, exausto...
Cansou-se de sofrer, encerrou-se em fim...
Encontrou-a novamente, linda e sútil como sempre forá.
Amor! jamias a deixarei novamente, jamais....

Nossos corpos para sempre juntos, e nossas almas na eternidade também,
Teu rosto iluminando o meu, ah amor, hoje e sempre, juro-te sem nem pensar
Meu coração eternamente será seu...




8 de dez. de 2012

Sala da Poetisa ( 3 em 1)

Medo
 (Adryelle Tarachucky)

Estou com medo de mim
Medo da vida
Medo do mundo ao meu redor
Medo de não consegui me levantar.
As quedas são freqüentes e
A cada passo sinto menos
Minhas pernas, a cada dia
Sinto mais o frio do medo
Frio sem cor, sem vento, congelante, cortante...

Espero que o Sol venha me aquecer,
Quando não mais medo de ter medo eu tiver...
Um dia tudo vai passar é questão de tempo,
De aprender a esperar
E isso tudo vai passar.

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Soturna...

(Adryelle Tarachucky)

Vem e me cobre com teu manto soturno
Revela as trevas de meu coração,
Revela as dores de minha alma
Me arranca a luz dos olhos e o sorriso dos lábios
Revele-me o destino sórdido

O tempo das trevas retorna...


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Era sombria
(Adryelle Tarachucky)

Nesse vasto mundo, caminhando por entre as rosas te procuro...
São elas a única cor nas trevas eternas. 
As rosas me guiam aos teus braços, onde padeço de 
Insano amor, e desperto em prantos,
Odiando a luz do dia por me fazer ver 
Que tudo era apenas sonho...
Os dias são martírios, as noites, frias e solitárias e estou a tua espera, estou na luta ao teu encontro
Me perco entre suspiros e promessas,
Me perco no tempo, por eras sombrias, no vasto espaço de tempo em que me encontro só, 
Um desejo me domina, a morte de quem me condena a vida solitária e vazia.