Destino Certo
(Adryelle Tarachucky)
Caminhos sinuosos... tortos, confusos...
um vai e vem de almas em aflição.
Nada do que fez o libertou de seu destino certo,
seu encontro marcado com a morte desde o dia de seu nascimento.
Cada passo ou respirar, o pulsar do coração, cada segundo de sua vida
sem motivação o levara até ali.
Naquela noite, numa esquina qualquer... nos becos
de uma cidade imunda, lá estava ele, esvaindo-se em angústia, aflição e dor.
E ela ali, calma, serena, altiva e soberana, com a linha de sua vida nas mãos...
Ela tem nome, nome maldito...
Ela é a morte, e dela ninguém se salva...
A última cartada da vida e ponto...
Lá esta ela para iniciar um novo jogo.
"...Não existiria som, se não houvesse o silencio, não haveria luz, se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim..."
23 de out. de 2013
13 de jul. de 2013
sala da poetisa
Submundo
(Adryelle Tarachucky)
Deslumbrante ela desce a rua escura...
Desce ao submundo, sem medo, sem receio,
ela se despede da sanidade...
Lá em baixo onde a cidade não vê, a sociedade não julga,
Lá onde as verdades estão desnudas, é lá que ela se completa.
Lá ela ri e brinca, festeja e brinda,
Lá se diverte, se liberta...
Onde a cidade não pode ver é onde a vida a acontece
Onde julgamentos não ocorrem, onde aparência
É supérflua e a vida é brindada...
Cambaleante ela sobe a rua, ela vem a tona...
o dia recomeça...
(Adryelle Tarachucky)
Deslumbrante ela desce a rua escura...
Desce ao submundo, sem medo, sem receio,
ela se despede da sanidade...
Lá em baixo onde a cidade não vê, a sociedade não julga,
Lá onde as verdades estão desnudas, é lá que ela se completa.
Lá ela ri e brinca, festeja e brinda,
Lá se diverte, se liberta...
Onde a cidade não pode ver é onde a vida a acontece
Onde julgamentos não ocorrem, onde aparência
É supérflua e a vida é brindada...
Cambaleante ela sobe a rua, ela vem a tona...
o dia recomeça...
24 de fev. de 2013
Sala da poestisa
Ahhhh o Amor
(Adryelle Tarachucky)
Não sei viver sem amar, e amo essa condição em
que vivo...
o amor faz parte do meu ser, do meu existir, é
como uma força vital que
me impulsiona ao além.
Amo cada segundo da vida, cada batida do meu
coração ávido por novos amores...
Amo as pessoas que conheço e as que ainda vou
conhecer, até amo as que não gosto ou não gostam de mim, pois amor
é incentivo, e energia.
Amar é uma condição delicada e concisa, pode
doer, pode machucar, pode fazer rir e dar vontade de mais amar...
Amor não uma palavra fria em folhas de papel, é
um sentimento de querer viver ao extremo, de se doar, de viver um
pouco mais em cada pessoa, planta ou animal...
Amar e dar o melhor de si, sem esperar em receber
o melhor do próximo, sem esperar gratidão, é espalhar boa vontade
e afeto aonde quer que vá.
Amar é explodir de raiva, e no segundo seguinte
esmorecer de saudade, de vontade de estar perto, é sentir vontade de
brigar e mesmo assim relevar, atenuar os conflitos e dissipar a
discórdia, mesmo sabendo que há razão, calar... esse é o propósito
de amar
Amor é delicado e ardente, é rígido e
condescendente....
É explicado nas sábias palavras de um poeta...
Amar é ser flexível e fiel, ser leal e saber
ouvir, ser sincero e saber omitir...
Amar é a arte de ficar, mesmo tendo que partir, é
o sabor de vida...
Amar não se aprende em livros, e nem há como
ensinar, a única de forma de aprender a amar e querendo amar toda
forma de amor de que há.
Amor é viver cada segundo sem pensar no que
passou ou no que virá, é estar presente mesmo não podendo estar, é
fazer o pensamento viajar, chegando onde precisa chegar.
Amor é sábio, paciente e benevolente, é
reciproco (ou não), é ser você, mesmo querendo ser diferente.
(inspirado pelas palavras de Rosimeri Riegel
Blaesing)
+...+...+...Sala da Poetisa...+...+...+
(Adryelle Tarachucky)
O rosto sem cor e sem voz de Alyssa revelaram as lágrimas sulfúricas à quem a ama.
Pela janela, a pálida menina, tão frágil quanto a seda
via a neve cobrir as tulipas.
O inverno é intenso, Alyssa sabia que era sua hora,
O fim de toda a angustia.
-Meu corpo já não tem mais forças,
meus olhos, já não tem brilho e me esforço pra viver...
não aguento mais, minhas forças se esvaem a cada dia,
eu já vejo a face da morte, o cortejo de anjos fúnebres e rubras tulipas.
Mamãe, por favor não chore, não chore... diga a papai que o amo,
eu vou cuidar de
vocês.
No meu refúgio de paz mamãe, olharei sempre por vocês,
e tenha certeza, estarei bem.
por favor não chorem, é só meu corpo que se vai, minha alma estará
com
vocês...
Mamãe, Papai, eu os amo, por toda a eternidade.
E Alyssa fechou os olhos, ainda com um esboço de sorriso no rosto...
Disse Adeus.
5 de fev. de 2013
Sala da Poetisa
Hoje não...
(Adryelle Tarachucky)
Hoje não quis saber de mim,
se estava bem ou não.
Só olhei o tempo passar, o cabelo desarrumado,
o pijama amarrotado, e nada de me importar...
Sem estresse, sem pressa, sem combranças, sem hora para nada.
Só o dia ali, fazendo sala ao meu desapego,
Desapeguei de tudo naquele dia...
Acho que até minha vagou por ai, sem rumo e voltou.
Quando vi o dia partir, me desapeguei de ficar ali...
Fui para meu recanto e dormi...
O dia da preguiça se foi, a noite também,
Esse dia, manhã será de alguem, e que fique
contente com eu fiquei, pois nesse dia eu sosseguei.
(Adryelle Tarachucky)
Hoje não quis saber de mim,
se estava bem ou não.
Só olhei o tempo passar, o cabelo desarrumado,
o pijama amarrotado, e nada de me importar...
Sem estresse, sem pressa, sem combranças, sem hora para nada.
Só o dia ali, fazendo sala ao meu desapego,
Desapeguei de tudo naquele dia...
Acho que até minha vagou por ai, sem rumo e voltou.
Quando vi o dia partir, me desapeguei de ficar ali...
Fui para meu recanto e dormi...
O dia da preguiça se foi, a noite também,
Esse dia, manhã será de alguem, e que fique
contente com eu fiquei, pois nesse dia eu sosseguei.
9 de jan. de 2013
Sala da Poetisa
Natura Alma
(Adryelle Tarachucly)
Acarinha mãe essa filha que te adora
Com tua chuva, teu aroma de terra molhada...
Com tuas plantas e tuas flores, cores e sabores
Vem Gaia de mansinho, me ensina a viver
Com os pés descalços no teu manto mãe terra
Transmite tua sabedoria, transmite o conhecimento de como
em paz contigo viver...
Meus irmãs insanos não te acarihão mais mãe Terra,
Chora e toma teu espaço, chora e rega tuas sementes de paz
Vem agora com teu manto negro-azualdo, cobre minha alma
meu corpo adormece contigo, meu descanço bem vindo.
Pai de todo o universo, rompe esse manto negro que me adormece
Desperta-me com teus raios valentes
Ilumina essa jornada, que é um caminho de saber,
Aprendo contigo, que só posso seguir em frente...
24 de dez. de 2012
~.~.~.~.~ Sala da Poeisa ~.~.~.~.~
Além da vida
(Adryelle Tarachucky)
Quanto mais as horas passavam, mais ele agonizava...
A partida repentina de sua amada o deixara desnorteado,
A dor era inebrieante, delírios o atormentavam, a falta dela o torturava durante o dia.
Fácil era o riso em seus lábios quando ela estava a seu lado,
Agora apenas lágrimas percorrem sua face, abatido, abalado, exausto...
Cansou-se de sofrer, encerrou-se em fim...
Encontrou-a novamente, linda e sútil como sempre forá.
Amor! jamias a deixarei novamente, jamais....
Nossos corpos para sempre juntos, e nossas almas na eternidade também,
Teu rosto iluminando o meu, ah amor, hoje e sempre, juro-te sem nem pensar
Meu coração eternamente será seu...
8 de dez. de 2012
Sala da Poetisa ( 3 em 1)
Medo
(Adryelle Tarachucky)
Estou
com medo de mim
Medo
da vida
Medo
do mundo ao meu redor
Medo
de não consegui me levantar.
As
quedas são freqüentes e
A cada passo sinto menos
Minhas
pernas, a cada dia
Sinto
mais o frio do medo
Frio
sem cor, sem vento, congelante,
cortante...
Espero
que o Sol venha me aquecer,
Quando
não mais medo de ter medo eu tiver...
Um
dia tudo vai passar é
questão de tempo,
De
aprender a esperar
E
isso tudo vai passar.
__+__+__+__+__+__+__+__+__+__+__+__
Soturna...
(Adryelle Tarachucky)
Vem
e me cobre com teu manto soturno
Revela
as trevas de meu coração,
Revela
as dores de minha alma
Me
arranca a luz dos olhos e o sorriso dos lábios
Revele-me
o destino sórdido
O
tempo das trevas retorna...
__+__+__+__+__+__+__+__+__+__+__+__
Era sombria
(Adryelle Tarachucky)
Nesse
vasto mundo, caminhando por entre as rosas te
procuro...
São elas a única cor nas trevas eternas.
São elas a única cor nas trevas eternas.
As
rosas me guiam aos teus braços, onde padeço de
Insano
amor, e desperto em prantos,
Odiando a luz do dia por me fazer ver
Odiando a luz do dia por me fazer ver
Que
tudo era apenas sonho...
Os dias são martírios, as noites, frias e solitárias e estou a tua espera, estou na luta ao teu encontro
Me perco entre suspiros e promessas,
Me perco no tempo, por eras sombrias, no vasto espaço de tempo em que me encontro só,
Os dias são martírios, as noites, frias e solitárias e estou a tua espera, estou na luta ao teu encontro
Me perco entre suspiros e promessas,
Me perco no tempo, por eras sombrias, no vasto espaço de tempo em que me encontro só,
Um
desejo me domina, a morte de quem me condena a vida solitária e
vazia.
20 de nov. de 2012
Sala da Poetisa...
Opostos
(Adryelle Tarachucky)
Não há nada de mais, só um olhar para lados opostos,
Quando na verdade, deveria ser um olhar para o mesmo lado...
O estranho não é sentir que estamos longe, é saber que estamos perto
No entanto... nada é igual a isso, nada, simples.
Você com seu eu, e sem mim... e não é vice-versa nessa conversa, é oposto...
Você olhando sempre o oposto dos meus olhos, falando o oposto do meu sentimento...
Escrevendo sua história, o oposto do que eu faço....
Escrevo nossa história, e me esquece que no oposto de sua vida
Tem a minha...
Saudade de quando o mundo era oposto a nós, e não você a mim.
"...Quando olhávamos juntos, na mesma direção, aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim..."
(Renato Russo)
(Adryelle Tarachucky)
Não há nada de mais, só um olhar para lados opostos,
Quando na verdade, deveria ser um olhar para o mesmo lado...
O estranho não é sentir que estamos longe, é saber que estamos perto
No entanto... nada é igual a isso, nada, simples.
Você com seu eu, e sem mim... e não é vice-versa nessa conversa, é oposto...
Você olhando sempre o oposto dos meus olhos, falando o oposto do meu sentimento...
Escrevendo sua história, o oposto do que eu faço....
Escrevo nossa história, e me esquece que no oposto de sua vida
Tem a minha...
Saudade de quando o mundo era oposto a nós, e não você a mim.
"...Quando olhávamos juntos, na mesma direção, aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim..."
(Renato Russo)
11 de nov. de 2012
Sala da poetisa...
Sentimento meu
(Adryelle Taracucky)
É como se amarras me segurassem
E mordaças me calassem.
E de tanto sentir dor meu corpo parecia não existir,
Meus olhos já possuíam um tom avermelhado...
E pessoas riam enquanto eu chorava,
Eu um choro que ninguém percebia
(pois não viam minha alma)
Eu derramava naquele momento as mais dolorosas e verdadeiras lágrimas,
As que escorrem da alma, e como a ação de um ácido letal corroem o coração.
Coração que bate descompassado
(e somente por bater)
Pois a alma que o envolve já não mais existe,
E sim vegeta em meio a dor,
E faz que ri frente ao sofrimento.
Essa alma parece alegre,
Todos a vêem assim...
E somente o corpo que a prende sente sua infelicidade.
E ao final já não se sabe,
Se é desespero, ilusão ou necessidade,
Mas ela acredita que as amarras e mordaças,
São flores que a decoram
(aos olhos dos outros)
E ao seu ver,
Tudo é escuro e petrificado pelo sofrimento.
Assim implora para logo ser coberta pelo manto negro da morte,
Pois julga que esse é o fim do sofrimento e da dor
E o inicio da Paz...
Gélidos Beijos Mortais
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