24 de fev. de 2013

Sala da poestisa


Ahhhh o Amor
(Adryelle Tarachucky)


Não sei viver sem amar, e amo essa condição em que vivo...
o amor faz parte do meu ser, do meu existir, é como uma força vital que
me impulsiona ao além.
Amo cada segundo da vida, cada batida do meu coração ávido por novos amores...
Amo as pessoas que conheço e as que ainda vou conhecer, até amo as que não gosto ou não gostam de mim, pois amor é incentivo, e energia.
Amar é uma condição delicada e concisa, pode doer, pode machucar, pode fazer rir e dar vontade de mais amar...
Amor não uma palavra fria em folhas de papel, é um sentimento de querer viver ao extremo, de se doar, de viver um pouco mais em cada pessoa, planta ou animal...
Amar e dar o melhor de si, sem esperar em receber o melhor do próximo, sem esperar gratidão, é espalhar boa vontade e afeto aonde quer que vá.
Amar é explodir de raiva, e no segundo seguinte esmorecer de saudade, de vontade de estar perto, é sentir vontade de brigar e mesmo assim relevar, atenuar os conflitos e dissipar a discórdia, mesmo sabendo que há razão, calar... esse é o propósito de amar
Amor é delicado e ardente, é rígido e condescendente....
É explicado nas sábias palavras de um poeta...
Amar é ser flexível e fiel, ser leal e saber ouvir, ser sincero e saber omitir...
Amar é a arte de ficar, mesmo tendo que partir, é o sabor de vida...
Amar não se aprende em livros, e nem há como ensinar, a única de forma de aprender a amar e querendo amar toda forma de amor de que há.
Amor é viver cada segundo sem pensar no que passou ou no que virá, é estar presente mesmo não podendo estar, é fazer o pensamento viajar, chegando onde precisa chegar.
Amor é sábio, paciente e benevolente, é reciproco (ou não), é ser você, mesmo querendo ser diferente.

(inspirado pelas palavras de Rosimeri Riegel Blaesing)

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A Carta de Alyssa 

(Adryelle Tarachucky)

O rosto sem cor e sem voz de Alyssa revelaram as lágrimas sulfúricas à quem a ama.

Pela janela, a pálida menina, tão frágil quanto a seda

via a neve cobrir as tulipas.

O inverno é intenso, Alyssa sabia que era sua hora, 

O fim de toda a angustia.

-Meu corpo já não tem mais forças, 

meus olhos, já não tem brilho e me esforço pra viver...

não aguento mais, minhas forças se esvaem a cada dia,

eu já vejo a face da morte, o cortejo de anjos fúnebres e rubras tulipas. 

Mamãe, por favor não chore, não chore... diga a papai que o amo,

eu vou cuidar de vocês. 

No meu refúgio de paz mamãe, olharei sempre por vocês,

e tenha certeza, estarei bem.

por favor não chorem, é só meu corpo que se vai, minha alma estará 

com vocês... 

Mamãe, Papai, eu os amo, por toda a eternidade.

E Alyssa fechou os olhos, ainda com um esboço de sorriso no rosto...

Disse Adeus. 



5 de fev. de 2013

Sala da Poetisa

Hoje não...
(Adryelle Tarachucky)

Hoje não quis saber de mim, 
se estava bem ou não.
Só olhei o tempo passar, o cabelo desarrumado,
o pijama amarrotado, e nada de me importar...
Sem estresse, sem pressa, sem combranças, sem hora para nada.

Só o dia ali, fazendo sala ao meu desapego,
Desapeguei de tudo naquele dia...
Acho que até minha vagou por ai, sem rumo e voltou.

Quando vi o dia partir, me desapeguei de ficar ali...
Fui para meu recanto e dormi...

O dia da preguiça se foi, a noite também,
Esse dia, manhã será de alguem, e que fique
contente com eu fiquei, pois nesse dia eu sosseguei.


9 de jan. de 2013

Sala da Poetisa

Natura Alma
(Adryelle Tarachucly)

Acarinha mãe essa filha que te adora
Com tua chuva, teu aroma de terra molhada...
Com tuas plantas e tuas flores, cores e sabores

Vem Gaia de mansinho, me ensina a viver
Com os pés descalços no teu manto mãe terra
Transmite tua sabedoria, transmite o conhecimento de como
em paz contigo viver...

Meus irmãs insanos não te acarihão mais mãe Terra, 
Chora e toma teu espaço, chora e rega tuas sementes de paz

Vem agora com teu manto negro-azualdo, cobre minha alma
meu corpo adormece contigo, meu descanço bem vindo.

Pai de todo o universo, rompe esse manto negro que me adormece 
Desperta-me com teus raios valentes
Ilumina essa jornada, que é um caminho de saber,
Aprendo contigo, que só posso seguir em frente...



24 de dez. de 2012

~.~.~.~.~ Sala da Poeisa ~.~.~.~.~

Além da vida
(Adryelle Tarachucky)

Quanto mais as horas passavam, mais ele agonizava...
A partida repentina de sua amada o deixara desnorteado,
A dor era inebrieante, delírios o atormentavam, a falta dela o torturava durante o dia.

Fácil era o riso em seus lábios quando ela estava a seu lado,
Agora apenas lágrimas percorrem sua face, abatido, abalado, exausto...
Cansou-se de sofrer, encerrou-se em fim...
Encontrou-a novamente, linda e sútil como sempre forá.
Amor! jamias a deixarei novamente, jamais....

Nossos corpos para sempre juntos, e nossas almas na eternidade também,
Teu rosto iluminando o meu, ah amor, hoje e sempre, juro-te sem nem pensar
Meu coração eternamente será seu...




8 de dez. de 2012

Sala da Poetisa ( 3 em 1)

Medo
 (Adryelle Tarachucky)

Estou com medo de mim
Medo da vida
Medo do mundo ao meu redor
Medo de não consegui me levantar.
As quedas são freqüentes e
A cada passo sinto menos
Minhas pernas, a cada dia
Sinto mais o frio do medo
Frio sem cor, sem vento, congelante, cortante...

Espero que o Sol venha me aquecer,
Quando não mais medo de ter medo eu tiver...
Um dia tudo vai passar é questão de tempo,
De aprender a esperar
E isso tudo vai passar.

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Soturna...

(Adryelle Tarachucky)

Vem e me cobre com teu manto soturno
Revela as trevas de meu coração,
Revela as dores de minha alma
Me arranca a luz dos olhos e o sorriso dos lábios
Revele-me o destino sórdido

O tempo das trevas retorna...


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Era sombria
(Adryelle Tarachucky)

Nesse vasto mundo, caminhando por entre as rosas te procuro...
São elas a única cor nas trevas eternas. 
As rosas me guiam aos teus braços, onde padeço de 
Insano amor, e desperto em prantos,
Odiando a luz do dia por me fazer ver 
Que tudo era apenas sonho...
Os dias são martírios, as noites, frias e solitárias e estou a tua espera, estou na luta ao teu encontro
Me perco entre suspiros e promessas,
Me perco no tempo, por eras sombrias, no vasto espaço de tempo em que me encontro só, 
Um desejo me domina, a morte de quem me condena a vida solitária e vazia.

 

 

20 de nov. de 2012

Sala da Poetisa...

Opostos
(Adryelle Tarachucky)

Não há nada de mais, só um olhar para lados opostos,
Quando na verdade, deveria ser um olhar para o mesmo lado...
O estranho não é sentir que estamos longe, é saber que estamos perto
No entanto... nada é igual a isso, nada, simples.
Você com seu eu, e sem mim... e não é vice-versa nessa conversa, é oposto...
Você olhando sempre o oposto dos meus olhos, falando o oposto do meu sentimento...
Escrevendo sua história, o oposto do que eu faço....
Escrevo nossa história, e me esquece que no oposto de sua vida
Tem a minha...
Saudade de quando o mundo era oposto a nós, e não você a mim.









"...Quando olhávamos juntos, na mesma direção, aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim..."
(Renato Russo)

11 de nov. de 2012

Sala da poetisa...





Sentimento meu

(Adryelle Taracucky)


É como se amarras me segurassem



E mordaças me calassem.



E de tanto sentir dor meu corpo parecia não existir,



Meus olhos já possuíam um tom avermelhado...



E pessoas riam enquanto eu chorava,



Eu um choro que ninguém percebia
(pois não viam minha alma)




Eu derramava naquele momento as mais dolorosas e verdadeiras lágrimas,



As que escorrem da alma, e como a ação de um ácido letal corroem o coração.



Coração que bate descompassado
(e somente por bater)




Pois a alma que o envolve já não mais existe,



E sim vegeta em meio a dor,



E faz que ri frente ao sofrimento.



Essa alma parece alegre,



Todos a vêem assim...



E somente o corpo que a prende sente sua infelicidade.



E ao final já não se sabe,



Se é desespero, ilusão ou necessidade,



Mas ela acredita que as amarras e mordaças,



São flores que a decoram
(aos olhos dos outros)




E ao seu ver,



Tudo é escuro e petrificado pelo sofrimento.



Assim implora para logo ser coberta pelo manto negro da morte,



Pois julga que esse é o fim do sofrimento e da dor


E o inicio da Paz...




Gélidos Beijos Mortais

5 de nov. de 2012

Homenagem...

Versos Íntimos (Augusto dos Anjos)

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

27 de out. de 2012

Só...



 Ando só
(Egenheiros do Hawai)

Ando só
Pois só eu sei
Pra onde ir
Por onde andei
Ando só nem sei por que
Não me pergunte o que eu não sei
Pergunte ao pó
Desça ao porão
Siga aquele carro ou as pegadas que eu deixei
Pergunte ao pó por onde andei
Há um mapa dos meus passos nos pedaços que eu deixei
Desate o nó
Que te prendeu
A uma pessoa que nunca te mereceu
Desate o nó que nos uniu
Num desatino, um desafio
Ando só
Como um pássaro voando
Ando só
Como se voasse em bando
Ando só
Pois só eu sei andar
Sem saber até quando
Andó só
Ando só... até ...sem saber até quando
Ando só